Exposição Mãe, Deixe-me Nascer
Ame a Vida Não Pratique Aborto! 
A R T I G O S Especialmente enviados para a AJA/PB Agradeçemos a todos que compartilharem este espaço. 
Agora, como sempre - mas, hoje, muito mais do que antes -, a consciência atual, despertada pela insensibilidade e pela indiferença do mundo, começa, pouco a pouco, a se reencontrar com a mais primária e indeclinável de suas normas: o respeito pela vida humana. Até mesmo nos momentos mais graves, quando tudo parece perdido, dados as condições mais excepcionais e precárias - como nos conflitos internacionais, na hora em que o direito da força se instala, negando o próprio Direito, e quando tudo é paradoxal e estranho -, ainda assim o bem da vida é de tal grandeza que a intuição humana tenta protegê-lo contra a insânia coletiva, criando-se regras de conduta que impeçam a prática de crueldades inúteis e degradantes. Mesmo assim, levanta-se uma nova ordem: a da legalização do aborto, ou, eufemisticamente, a sua descriminalização. Tal fato nada mais revela senão a reverência ao abuso, o aplauso ao crime legalizado e a consagração à intolerância contra seres indefesos, cujo fim é a injustificável discriminação contra o concepto e as manobras sub-reptícias do controle da natalidade, como forma de preconceito do patriarcado industrial, do machismo científico e do colonialismo racial. A oficialização do aborto nada resolve. Ele não é causa, mas conseqüência. Não é um fato isolado. É um fenômeno estritamente de ordem social, e como tal tem sua solução com propostas políticas bem articuladas, pois ele sempre teve na sua origem ou nas suas conseqüências uma motivação de caráter social. A primeira coisa que se deve fazer para se minimizar o aborto provocado é acudir os grupos desassistidos, por meio do esvaziamento dos vergonhosos bolsões de miséria, permitindo-lhes o acesso às suas necessidades primárias e imediatas: casa, comida, educação, saneamento básico e assistência médica. Qualquer forma de violência contra um ser humano, é uma violência contra todos os outros homens; contra o homem comum - o Cristo da sociedade atual. Qualquer modalidade de violência contra um ser incapaz e desprotegido é mais grave porque atinge quem não tem como se defender. Aliás isto da própria natureza humana: mostrar sua força às custas dos mais fracos. Aos médicos, uma sentença: É impossível conciliar uma medicina que cura com uma medicina que mata. Também não é pelo fato da existência de uma má-formação fetal que o aborto deixaria de constituir uma ofensa à vida e à dignidade humana. De qualquer forma que tenha nascido o ser humano, é homem, é sujeito de direito, tem lugar garantido e o direito de se realizar como criatura. Só assim estaremos ajudando a salvar o mundo. Apesar de todos os seus horrores, este é o mundo dos homens. Esta é também a forma dele reencontrar o caminho de volta a si mesmo, em espírito e em liberdade. Genival Veloso de França (Professor Titular de Medicina Legal nos cursos de Medicina e Direito da Universidade Federal da Paraíba. Professor Convidado da pós-graduação em Direito Médico da Universidade Estadual do Rio de Janeiro )

Sou contrário ao aborto sem justificativa legal, pois entendemos que o Estado não pode ameaçar a existência de uma vida humana. Medidas sociais poderão solucionar as dificuldades, pois a manutenção de um filho. "Ninguém se iluda que o aborto sendo oficial vá substituir o criminoso. Ao contrário este aumentará. Assim foi na Hungria, Polônia, Japão, Bulgária, Etiópia, República Tcheca e Eslováquia". Querer impedir que famílias com menores recursos não possam ter filhos é estimular a desigualdade social. A isto condeno e entendo ser crime à liberdade individual. A declaração de Genebra expressa em uma cláusula que ao médico compete: "zelar pela vida humana com o maior interesse e respeito, desde o momento da concepção". O direito ampara a vida humana, não apenas depois do nascimento, mas desde o momento da fecundação. Hipocrates 460 a.C expressava "... nunca me servirei de minha profissão para corromper os costumes ou favorecer o crime". Portanto como cristão, como médico, como cidadão, entendo que a oficialização do aborto é crime, vindo confrontar com as declarações de Genebra, Helsinque, Universal dos direitos do cidadão e Decisão da Assembléia Geral das Nações Unidas. Dalvélio de Paiva Madruga Presidente do Conselho Regional de Medicina -PB

A Igreja da Paraíba propõe a consubstanciação de políticas de saúde preventiva e permanente, garantindo assistência à gestante e ao nascituro, à mãe e à criança. Em vez da campanha indiscriminada pelo aborto, nossa luta construtiva se desabrocha em nuclear recurso humano, técnico, científicos e financeiros, voltados para a defesa e a promoção da vida, desde o primeiro instante da concepção até o desenlace natural, chegada a morte. Brasil com vida, sem aborto e tantas outras formas de violência! Brasil a favor da vida em plenitude, em vez da mesquinhez egoísta que enxerga no nascituro um intruso. + Aldo di Cillo Pagotto, sss

A vida é o nosso bem mais precioso. Sem ela nada faz sentido. Se não houver vida tudo deixa de ser importante. Bens materiais, poder, riqueza, lugar que ocupamos na sociedade, até mesmo os direitos à saúde, educação e moradia. Não faz sentido, diante de um cadáver, dizer que lutaremos pelos seus direitos. Contemplando as obras da criação divina, os astros, o mar, as plantas, a chuva, e ao ver a perfeição das coisas pequenas: um passarinho, um inseto, uma flor, nos maravilhamos e louvamos a Deus, autor de tudo. O mundo é maravilhoso porque Deus é maravilhoso e esse mundo nos pertence por uma dádiva Sua. Estamos, porém bem longe de dizer que o homem procurou conservar o patrimônio natural que a Misericórdia divina lhe pôs à disposição. Indiferente a essa dádiva de amor, ele destrói o ambiente natural que o cerca, pondo em risco a vida do planeta e dos seres vivos, Não é segredo para ninguém que há regiões em que a natureza chora. A sua destruição vai desde o meio ambiente aos seres vivos, não poupando nem mesmo o ser humano, seu semelhante. Pensando egoisticamente em enriquecer, o homem causa sofrimentos terríveis aos animais nos circos, na caça e pesca por prazer; nas lutas de cães e galos; nos rodeios. Ainda hoje matam animais apenas para atender à vaidade, ao prazer de exibir luxuosos casacos de pele, mesmo já existindo tecidos sintéticos que imitam pele de animais. O que dizer das guerras, pena de morte, aborto e eutanásia? São crimes contra a pessoa humana. A guerra é imoral porque sacrifica vidas humanas e como resultado traz o enriquecimento, o poder de um pequeno grupo e a miséria, sofrimento e orfandade de muitos. Pena de morte, além de uma crueldade é uma insensatez, pois não temos o direito de decidir se um ser humano deve viver ou morrer. Qualquer que seja a nossa penalidade, ela deve ser educativa. Aborto e eutanásia são frutos do egoísmo. Hoje o aborto é praticado pelos mais torpes motivos: comodismo, vaidade, ambição ou orgulho. Nem ao menos pensam no sofrimento que causam ao pequeno ser, cujo único pecado é existir. Pensemos melhor e concluiremos que liberar o aborto é atacar apenas o efeito em vez da causa. Já disse alguém “Eduque-se a criança e não precisaremos condenar o adulto”. A causa do aborto está na falta de educação. Lutemos por um mundo melhor, começando pela semente, essas crianças que se preparam para vir ao mundo. Ofereçamos apoio a essas mães que se sentem perdidas, diante de uma gravidez não planejada. O filho não programado pode vir a ser no futuro um benfeitor da humanidade. A eutanásia, com certeza virá logo após a liberação do aborto. É a violência gerando violência. É a resposta da natureza aos jovens que um dia lutaram pelo direito de abortar. Chegando à velhice encontrarão o retorno. Sentir-se-ão indefesos diante das campanhas, dos debates e do empenho dos próprios filhos lutando para a eliminação daqueles que, lhes deram a vida e que pelas fragilidades características da idade, não são mais considerados úteis à sociedade. Quem hoje é jovem, saudável, pare um pouco e pense. A passividade que eles se encontrarão quando chegar a sua velhice é a mesma dos fetos que hoje eles lutam com tanta garra para eliminar. Quando a humanidade aprender a amar a tudo e a todos, não mais existirão a destruição da natureza trazendo os desastres ecológicos, a fome, a guerra e a violência de um ser humano contra o outro. Pensemos nisso. Célia Urquiza de Sá Professora e Integrante da AJA/PB
Escrito por AJA/PB - Somos Vida às 14h29
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